sábado, 18 de setembro de 2010

Diferenças entre casamento civil, casamento religioso e união civil gay

Aprovação do casamento gay na Argentina garantiu aos casais homossexuais os mesmos direitos que os casais heterossexuais


Para esclarecer algumas dúvidas que ainda persistem sobre as diferenças entre casamento civil, casamento religioso e união civil gay postarei estes textos extraídos do Blog da comunidade no Orkut Homofobia Já Era, do site Mix Brasil e da revista A Capa sobre o assunto. Nos 3 textos, advogados especialistas repercutem sobre as principais diferenças entre essas 3 modalidades de união e explicam os meios para se registrar a união gay.


Do blog da comunidade Homofobia Já Era


Casamento Civil

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É muito comum por parte de políticos e da sociedade geral uma confusão no que diz respeito ao Casamento Homossexual. Muitas falácias são ditas confundindo-se os termos e levando a questão de direitos civis para a esfera religiosa. Esta página pretende elucidar estes conceitos.

Casamento Civil, Casamento Religioso e União Civil

Este tema é tratado como tabu no Brasil e nenhum candidato tenta desmistificar. A militância gay jamais pleiteou o casamento dentro de uma igreja, eu custo acreditar que candidatos a presidência não saibam a diferença de Casamento Civil e Casamento Religioso. Nem mesmo o Casamento Civil que foi aprovado na Argentina no mês passado fez com que o debate amadurecesse. Diferente do que muitos afirmam, em todos os países em que o casamento foi aprovado, a lei teve apoio presidencial. Sem este apoio, dificilmente uma lei destas teria chances de ser aprovada no Congresso Nacional, e mesmo que fosse, ainda correria risco de veto.

Sobre o Casamento religioso, é preciso respeitar a convicção religiosa de cada um, e cabe a cada religião discutir se deve ou não reconhecer casais gays. Entretanto, casamento religioso não é algo que LGBT’s buscam. O que se busca é o casamento civil, e isto quem pode garantir é o Estado, e não as instituições religiosas.

Casamento civil é um tipo de União civil em que o Estado concede direitos e impõe obrigações ao casal. O que ocorre nessa campanha é que, em vez de informarem isso, algo simples, os candidatos preferem dizer que casamento acontece apenas na igreja e prometer aos gays uma espécie de “União Civil”. A pergunta que eu faço é: por que gays não podem ter os mesmos direitos que os héteros? Na prática, todos os países que optaram pela União Civil em vez do Casamento Civil, com exceção do Reino Unido, adotaram leis que garantem menos direitos a gays. A fala de Marina Silva sobre este tema dá pistas que é isso que pretende a candidata quando diz que é a favor da União Civil de bens. Pelo visto, a candidata entende que gays têm o direito apenas de unir patrimônio, como se neste tipo de relacionamento não pudesse existir afetividade e outros compromissos.

Casal: Suely Martins & Soraya Menezes Foto: Claudinei Souza

Esclarecido que gays querem se casar sim, mas em cartório, e, portanto, buscam o casamento civil e não o religioso, faz-se necessário dizer que, quando o casamento civil for aprovado no Brasil, isso não afetará em nada famílias héteros, pois héteros não irão se tornar gays por conta disso e gays não irão se casar em igrejas. No fim, o que os LGBT’s procuram é o reconhecimento, pois, na prática, estas relações já existem, apenas não geram direitos: Gays vivem juntos, constituem famílias, e, quando o casal se separa ou um dos dois vem a falecer, o outro perde tudo. O que a militância gay busca são direitos iguais.

Faz-se necessário explicar também a diferença entre o Casamento Civil e a União Civil, então termino este texto com um trecho de autoria de Paulo Roberto Iotti Vecchiatti (Especialista em Direito Constitucional pela PUC/SP, Mestrando em Direito Constitucional pela Instituição Toledo de Ensino/Bauru); postado na comunidade Homofobia – Já Era:

“União civil não é um mero contrato de divisão de bens, como muitos têm pensado. O casamento civil é espécie do gênero “união civil” – união civil é o contrato conjugal reconhecido pelo Estado, ao qual o Estado concede direitos e impõe obrigações. A diferença consiste no fato de que as leis de união civil aprovadas até hoje no mundo inteiro não conferem os mesmos direitos do casamento civil. As parcerias civis registradas dos países nórdicos e da Inglaterra, o Pacto Civil de Solidariedade Francês e todos os congêneres do mundo afora conferem um mero punhado de direitos, em comparação àqueles do casamento civil.

Em tese, é possível uma lei de união civil garantir exatamente os mesmos direitos conferidos pelo casamento civil, só que ela teria que fazê-lo expressamente, enumerando tais direitos ou dizendo que os direitos e obrigações do casamento civil se aplicam a dita união civil. Se isso fosse feito, a questão da igualdade jurídica estaria resolvida, contudo, entra a questão da dignidade humana: sendo o casamento civil uma união civil e a união civil que recebe maior dignidade do Estado, a criação de uma união civil específica para casais homoafetivos implica a “sinistra mensagem” (expressão usada pela Suprema Corte de Ontário/Canadá) de que casais homoafetivos não seriam dignos do casamento civil, perpetrando a nefasta política do “separados, mas iguais” em tema de uniões amorosas, o que inequivocamente afronta o princípio da dignidade da pessoa humana, reconhecido por praticamente todos os países civilizados deste mundo.

Casal: David Harrad & Toni Reis

Ademais, a questão é que os atuais candidatos, ao apoiarem uma lei de união civil específica para casais homoafetivos, claramente vão querer conferir apenas um punhado de direitos (se é que realmente “querem” fazê-lo…), provavelmente não permitirão a adoção e provavelmente não vão querer o reconhecimento da união homoafetiva como entidade familiar, mas como mera “sociedade de fato”, algo profundamente insignificante.”

O texto abaixo é de autoria do Newton, publicado originalmente na comunidade Homofobia Já Era, no Orkut:

“Outra diferença do conceito de união civil e casamento está nas decorrências de cada instituto: união civil se limita basicamente a uma sociedade de bens e direitos de sucessão, ao passo que o casamento civil não se limita ao plano simplesmente patrimonial, pois inclui o que se entende por família de fato, reconhecendo a responsabilidade e a capacidade de manter uma comunhão plena de vida, com mútua assistência, respeito e consideração mútuos, além da capacidade de ter filiação em conjunto e todos os direitos que decorrem da possibilidade de ter filhos, outra reivindicação de grande importância se entendemos a família como direito fundamental não garantido aos homossexuais que desejam constituir família legal.

Além do mais há a diferença óbvia de que heterossexuais se casam e homossexuais “se unem”, o que traduz uma reafirmação da discriminação pura e simples. Vejamos dois modelos: o canadense e o francês. No Canadá não se fala em união entre homem e mulher ao se tratar de casamento civil, assegurando-se o casamento independentemente do sexo dos contraentes, ao passo que o direito a filiação se segue (é como a legislação argentina recentemente alterada, aliás)… Basicamente, a discriminação legal e institucionalizada é cortada na raiz no que diz respeito à família…No modelo francês você pode fazer uma “parceria civil” em que bens em conjunto, direito a plano de saúde conjunto, sucessão são assegurados, mas não se reconhece a constituição de família… o que é a maior das hipocrisias e algo que se torna difícil de mudar, pois o pacto civil francês atende a muitas das necessidades do casal, mas não a todas e emperra no ponto mais crítico que é o reconhecimento do amor homossexual e da capacidade de manterem uma entidade familiar como algo merecedor de reconhecimento e proteção do Estado, como a união do amor heterossexual.

http://eleicoeshoje.wordpress.com/casamento-civil/


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Do site Mix Brasil

Por : Thiago de Freitas Lins

Entenda diferença entre casamento e união estável


Quais vantagens o casamento traz se comparado à união estável? Especialista responde


Casal: David Burtka & Neil Patrick Harris

Em ano de eleição nos questionamos sobre as possíveis mudanças que podem ocorrer. Para nós, defensores ou interessados na defesa dos Direitos Homoafetivos, temos esperança que os novos governantes sejam desprovidos de preconceito e regularizem esses direitos.

Os governantes não podem mais deixar de observar que, além de ser uma realidade onde a sociedade não pode mais calar-se, trata-se sobretudo de uma relação amorosa como qualquer outra heterossexual, não havendo nada que a desqualifique, possui apenas como diferencial, duas pessoas do mesmo sexo.

Recentemente a Argentina regularizou o Direito do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que já é um grande avanço para a América do Sul. Mas será que no Brasil os novos governantes aprovarão leis reconhecendo aos homossexuais esses direito? Em uma situação hipotética, partindo do pressuposto que o casamento homoafetivo fosse aprovado, quais seriam seus benefícios se comparado à União Estável Homoafetiva reconhecida em juízo?

Atualmente o reconhecimento da União homoafetiva pode ser pleiteada em juízo, porém apenas as relações homoafetiva estáveis, ou seja, duradoura, onde o casal vive como se casados fossem e passam para a sociedade essa imagem. Para os casais não estáveis, que são vistos apenas como namorados , esses direitos em especial não são válidos, não por discriminação, apenas por tratar-se de uma relação simples como qualquer outro casal heterossexual, que em igual situação não possuem direitos.

DUAS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE O CASAMENTO HOMOAFETIVO EM CASO DE APROVAÇÃO DA LEI, E A UNIÃO HOMOAFETIVA ESTÁVEL, ATUALMENTE RECONHECIDA EM JUÍZO.

1) Não seria apenas aplicado o regime da Comunhão Parcial de Bens, prevista aos casos de reconhecimento de união estável por um Juiz . Os casais homoafetivos poderiam escolher , da mesma forma que os casais heterossexuais, o regime de bens que melhor se adequasse a realidade e intenção do casal. Ou seja, o maior benefício da aprovação da lei em relação a União Estável seria a possibilidade do casal ter uma grande variedade de regimes de divisão de bens para escolherem, e não apenas se prenderem a um regime de bens.

2) É importante mencionar ainda que, atualmente, os casais homoafetivos que desejem ter seu direito reconhecido, necessariamente devem propor uma ação na Justiça. Em caso do casamento ser permitido, após a celebração da cerimônia, nenhum processo seria necessário, ou seja, não passariam os casais homoafetivos pelo desgaste ou situação vexatória de tentar provar em juízo o amor que um possui pelo outro e ainda correr o risco de ter negado o seu pedido.

O principal benefício do casamento seria o maior aceite pela sociedade dessa união, sendo proibido por lei qualquer discriminação. Acredito que com a aprovação, a sociedade veria com outros olhos essa união. Na tabela a seguir, expomos o que entendemos de maior relevância em caso de aprovação do casamento:

**Thiago é advogado do escritório Freitas Lins Advogados e especialista em Direito homoafetivo. AQUI você confere seu blog.

http://mixbrasil.uol.com.br/pride/seus-direitos/entenda-diferenca-entre-casamento-e-uniao-estavel.html


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Da revista A Capa

Especialista fala sobre meios de registrar união gay

Casamento quase rosa

Advogada Sylvia Maria Mendonça do Amaral

Na falta de um reconhecimento legal da união civil entre pessoas homossexuais, casais gays conseguem driblar o atraso do Legislativo, por meio de um documento que nem sempre é aceito pelo Judiciário. Confuso? Em entrevista exclusiva a revista A Capa, a advogada Sylvia Maria Mendonça do Amaral responde as principais dúvidas sobre o processo de registro de união estável. Ela é especialista em Direito de Família e Sucessões do escritório Mendonça do Amaral Advocacia e autora do livro "Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais". Sylvia também é editora do site Amor Legal.

No Brasil não há reconhecimento da união civil homossexual. É possível, no entanto, um casal gay registrar legalmente sua união estável? Como?
O casal pode fazer uma escritura de união estável e registrá-la em cartório. Porém, como a união estável não está prevista em nossa legislação, esse documento pode ou não ser aceito pelo poder judiciário, caso tenha que ser levado até lá por conta de algum litígio ou pedido. O casal pode fazer essa escritura com outra denominação, por exemplo: pacto de convivência homoafetiva. O nome não menciona união estável, mas o seu conteúdo é o mesmo. Não passa de uma união estável "disfarçada".

O que é preciso para dar entrada nesse processo de registro?
A escritura pode ser feita em cartório, porém o que eles utilizam, via de regra, é um modelo, uma escritura padrão, para os casais. O ideal é que o casal busque assessoria para que sua escritura tenha detalhes que atendam mais suas necessidades e interesses.

Como esse registro é feito? Quem o faz e onde é possível fazê-lo?
Existem dois documentos que podem ser feitos: o contrato de união estável e a escritura de união estável. Ambos podem ter o mesmo conteúdo, só que a escritura é um documento mais sólido, já que feito perante um tabelião, que goza de fé pública. O contrato pode ser elaborado pelas próprias partes e registrado em um cartório de títulos e documentos, enquanto a escritura tem que ser feita em cartório de notas, perante tabelião.

Qual a diferença do contrato de parceria civil para a união civil?
Nos casos de uniões homoafetivas, existe uma vasta gama de terminologias, mas a essência é sempre a mesma: é uma união entre pessoas do mesmo sexo. O grande diferenciador é um documento de sociedade civil. Como muitos juízes não aceitam a união estável entre homossexuais, se chamados a decidir sobre assunto que os envolva, decidem como se a relação fosse uma sociedade de fato que é uma figura comercial, onde as partes teriam se unido com o objetivo de obter lucros, conjuntamente. Esses lucros podem gerar patrimônio, que teria que ser partilhado entre ambos, no caso do término da sociedade (no caso do rompimento da relação homoafetiva) decidem como se aquele relacionamento de afeto fosse um relacionamento comercial e isso pode causar vários prejuízos aos envolvidos. O maior deles é em relação à herança. Afinal, os sócios não são herdeiros uns dos outros, salvo se houver um testamento anteriormente feito.

Feito este contrato, quais são os direitos que o parceiro terá? Por exemplo, na união heterossexual existe o direito a pensão.
Teoricamente essa escritura faria com que ficasse comprovada a união entre aquele casal e isso poderia render-lhe os mesmos direitos que são concedidos aos heterossexuais (com base no direito à igualdade, previsto em nossa constituição federal), dentre eles o direito à pensão. Porém, como afirmei antes, esse documento é questionável. Muitas vezes não é aceito pelo simples fato de não estar prevista em nossa legislação a união homoafetiva.

Em caso de uma eventual separação, qual é o procedimento? A anulação do contrato de união?
Caso haja a separação do casal é importante que se faça um documento anulando o anterior para que não permaneçam vínculos "legais" entre o casal que não mantém mais vínculos emocionais.

Existe a possibilidade de um dos parceiros, se assim for o desejo, colocar o sobrenome de seu companheiro em seu nome?
Não. A legislação não prevendo união estável entre os parceiros, não admite que o nome seja alterado. Essa é uma possibilidade para os que vivem em união estável (falamos aqui apenas de heterossexuais).

O processo todo de união estável dura quanto tempo, desde a entrada em cartório até a finalização?
Isso varia muito de acordo com o documento que será feito, contrato ou escritura. Depende também da disponibilidade de tempo dos escreventes do cartório. Também poderá ser necessária a consulta a um advogado que irá orientar o casal e isso envolverá as condições de tempo do profissional para atendimento do casal e elaboração do texto.

Como o casal pode fazer para se proteger na eventualidade de um deles faltar? Testamento? Como seria?
Para os casos de falecimento, o mais importante é que tenha sido feito um testamento. É a única forma de se estabelecer desejos da pessoa a serem satisfeitos após sua morte. Só ele é capaz de cumprir essa função. Nos casos de homossexuais, é muito importante que seja feito testamento. O parceiro sobrevivente pode ser bastante prejudicado quando da abertura do inventário dos bens deixados por seu companheiro. O ideal é que quando ocorre o falecimento de um deles já tenha sido feita uma escritura de união estável (que pode ou não ser aceita) e um testamento que, via de regra, tem o poder de beneficiar o sobrevivente. Muitas famílias dos parceiros falecidos questionam a validade do testamento e da união entre eles na tentativa de obter para si a integralidade dos bens ou, no mínimo, uma fatia maior do patrimônio.

* Matéria originalmente publicada na edição #14 da revista A Capa - julho de 2008

http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=7308&titulo=Especialista+fala+sobre+meios+de+registrar+uni%25E3o+gay

sábado, 28 de agosto de 2010

CENSO 2010 : ABGLT lança campanha - "IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"

No Censo Demográfico 2010 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contar também casais homossexuais.

Neste sentido, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – estará recomendando a todas as 237 afiliadas que incentive através das Paradas LGBT, das redes sociais da Internet, e em todos os eventos, a divulgação da seguinte frase "IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"

"IBGE ... SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !"

Pela primeira vez em todo o Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. A proposta do instituto é trazer informações atualizadas de acordo com as mudanças da sociedade brasileira nos últimos anos.

“No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Só vão ser contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O IBGE já utilizou questionários com questões sobre a união estável homossexual em alguns municípios, mas esta será a primeira vez que a pesquisa envolve todas as cidades brasileiras.

Mas para o coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, a mudança não foi feita com o objetivo de revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.

O Instituto vai visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. “Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.

A Contagem da População pelo IBGE em 2007, realizada em cidades pequenas, identificou, pela primeira vez, 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.

Informações adicionais:

Toni Reis – Presidente da ABGLT – 41 9602 8906
presidencia@abglt.org.br

Carlos Magno – Secretário de Comunicação da ABGLT – 31 8817 1170
karlmagno@gmail.com

"IBGE... SE FOR LGBT, DIGA QUE É!"

IMPORTANTE:
Caso o casal, ou o parceiro (a) que receber o recenseador não queira ou não se sinta a vontade para responder sobre a sua condição de casal presencialmente, poderão optar por responder todas as perguntas do Censo 2010 via internet. Mas mesmo assim a pessoa terá que receber o recenseador em casa e dizer que prefere responder o censo via Internet. O casal ou quem receber o recenseador em casa irá então receber um envelope com informações e uma senha para que acessem e respondam o Censo 2010 via Internet e terá o prazo de alguns dias para respondê-lo. Caso não respondam dentro do prazo estipulado, o recenseador fará novo contato para que o questionário seja então respondido presencialmente.

Fonte: http://www.abglt.org.br/port/ibge.php


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eleições 2010: ABGLT divulga lista parcial de candidatos que assinaram compromisso com as causas dos homossexuais

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou nesta quinta-feira, 12, a lista parcial de candidatos que assinaram o termo de compromisso que tem como lema "Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania" . Essa campanha visa identificar candidatos (as) que assumem abertamente o compromisso com a promoção da cidadania de pessoas LGBT, e que poderão fazer a diferença para estes segmentos da população no Legislativo e no Executivo no período de 2011 a 2014. A lista atualizada em 17 agosto de 2010 conta com 56 assinaturas. (Veja as datas de novas atualizações da lista ao final do post)

Dos candidatos ao posto de presidente, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL-SP) foi o único a assinar. Para o Senado a conhecida e atuante senadora Fátima Cleide da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT assinou o compromisso e concorre à reeleição e também o ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB-PR), que possui um histórico de comentários infames contra os LGBT também assinou o compromisso.

Já ao posto dos governos estaduais, os candidatos Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), José Maranhão (PMDB-PB) e Paulo Búfalo (PSOL-SP) assinaram o termo de compromisso. Quanto aos deputados federais, este número é de 27, e 23 de candidatos a deputados estaduais.

De todos que assinaram, 7 candidatos são assumidamente gays, 1 candidata travesti e 42 candidatos(as) aliados(as) da causa LGBT. Nenhuma lésbica assinou até agora. Uma das reivindicações do termo de compromisso da ABGLT é em defesa do Estado laico, no qual não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais.

Projetos de lei – No Legislativo, a campanha pede o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais. Já no Executivo, a ABGLT quer que os políticos se comprometam com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008).

A lista inicial de candidatos(as) consta abaixo e também está disponível em www.abglt.org.br , no menu direito, em eleições 2010, e se baseia em termos de compromisso e e-mails de adesão recebidos nas últimas duas semanas.

Os Termos de Compromisso para candidatos(as) que querem firmar seu compromisso com a população LGBT estão disponíveis em http://www.abglt.org.br/port/eleicoes2010_downloads.php

No Legislativo, a campanha pede principalmente o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais (o nome pelo qual escolhem ser chamadas, que condiz com sua identidade de gênero, muitas vezes diferente do nome de registro civil).

No Executivo, destaca-se o compromisso com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008). Nos estados, a ênfase está na criação de coordenadorias de políticas para LGBT como parte da estrutura dos governos, a elaboração e implementação de planos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, baseados nas resoluções das conferências estaduais LGBT, e a criação de conselhos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, como uma instância de controle social.

Também é uma reivindicação da ABGLT E SUAS AFILIADAS a defesa do Estado Laico, sendo o Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais.

Solicitamos que eventuais correções e acréscimos sejam enviados para os e-mails presidencia@abglt.org.br e vdwrm@hotmail.com

A lista será atualizada toda quinta-feira.

*Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Informações adicionais:

Toni Reis – Presidente da ABGLT – 41 9602 8906 presidencia@abglt.org.br

Carlos Magno – Secretário de Comunicação da ABGLT – 31 8817 1170 karlmagno@gmail.com

Victor De Wolf, responsável pela sistematização dos dados: 21 9121 2274
vdwrm@hotmail.com

Veja a lista dos candidatos que assinaram:

Candidatos(as) nas eleições de 2010

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Plínio Arruda Sampaio PSOL 50
Zé Maria PSTU 16
http://www.zemariapresidente.org.br

SENADO
UF - Nome - Partido - Nº - Contato
BA Albione Souza PSTU 160
BA Lidice da Mata PSB 400 - ELEITA - 3.385.300 votos
BA Luiz Carlos França PSOL 500
http://francapsol.blogsop.com
CE Raquel Dias PSTU 161
CE Reginaldo Ferreira PSTU 162
DF Moacir Bueno PV 433
GO Bernado Bispo PCB 210
GO Elias Vaz PSOL 500
GO Pedro Wilson PT 131
MG Zito PC do B 650
PA Paulo Braga PSTU 161
PA Abel Ribeiro PSTU 160
PR Roberto Requião PMDB 151
- ELEITO 2.691. 557 votos
RO Fátima Cleide PT 133 www.fatimacleide.com.br
RJ Heitor Fernandes PSTU 161 heitor-senador-161.blogspot.com

CÂMARA DOS DEPUTADOS (Deputados Federais)
UF - Nome Partido - Nº LGBT/Aliado(a) - Contato
AL Paulão PT 1313 Aliado
BA Cesar Oliveira Carneiro PSOL 5010 Aliado
BA Danilo Oliveira Marques PSTU 1616 Aliado
BA ED Brasil PPS 2323 Aliado
BA Emiliano José PT 1331 Aliado
BA Nelson Pelegrino PT 1346 Aliado - ELEITO 202.798 votos
BA Valmir Assunção PT 1310 Aliado
- ELEITO 132.999 votos
CE Artur Bruno PT 1313 Aliado - ELEITO 133.152
www.arturbruno.com.br
CE Eudes Xavier PT 1312 Aliado - ELEITO 97266
CE Renato Roseno PSOL 5050 Aliado
DF Erika Kokai PT 1331 Aliada - ELEITA 72.651 votos
erika@erikakokay1331.com.br
DF Louise Verde PV 4310 Aliada
DF Lucio Gois PHS 3131 Aliado
DF Wanderley MD PV 4334 Aliado
GO Marina Sant’Anna PT 1314 Aliada marina@marinasantanna.com.br
GO Paulo Vinicius Maskote PCB 2121 Aliado
MA Eloy Natan Silveira Nascimento PSTU 1616 Aliado
MG Adenor Luiz Simões Coelho PSB 4045 Aliado
MG Gabriel Guimarães PT 1311 Aliado - ELEITO - 137.120
MG Giba PSTU 1616 Aliado
MG Nilmário Miranda PT 1331 Aliado
MG Osmar Rezende PV 4324 G http://osmarbhz.blogspot.com/
MG Sander Simaglio PV 4363 G
MG Wadson Ribeiro PC do B 6510
MS Cris Duarte PPS 2323 Aliada
MT Serys Slhessarenko PT 1322 Aliada
PA Prof. Mário PT 1350 Aliado
PB Carlisson Oliveira PSTU 1616 Aliado
PB João Vieira PT 1380 Aliado
PB Luiz Couto PT 1345 Aliado - ELEITO - 95.555
PB Socorro Pimentel PT 1353 Aliada
PE Baiardo de Andrade Lima PMDB Aliado
PE Maurício Rands PT 1310 Aliado -
ELEITO - 126.812
PI Antonio Neto PT 1344 Aliado
PI Átila Lira PSB 4040 Aliado - ELEITO 120.528
PI Daniel Vasconcelos Solon PSTU 1616 Aliado
PI Marllos Sampaio PMDB 1511 Aliado -
ELEITO 141.504 votos
PR Chico Brasileiro PC do B 6513 Aliado
PR Dr. Rosinha PT 1313 Aliado - ELEITO 93509 votos www.doutorrosinha1313.com.br
PR Mariane de Siqueira PSTU 1616 Aliada
PR Reiner PV 4301 Aliado
RJ Cláudio Rocha do Livre PC do B 6266 G
RJ Gabriela Leite PV 4301 Aliada gabrielaleite2010@gmail.com
RJ Jean Wyllys PSOL 5005 G - ELEITO 13.018 votos
RJ Patrícia Vale PSTU 1601 Aliada
RJ Renato Cinco PSOL 5055 Aliado renatocinco5055@renatocinco.com.br
RJ Sérgio Camargo PV 4324 G www.deputadosergiocamargo.com
RJ Taffarel PT 1399 Aliado
RJ Vladimir Palmeira PT 1355 Aliado
RS Daniel Farias PMDB 1516 Aliado
RS Emília Fernandes PT 1311 Aliada
RS Fabiano Pereira PT 1321 Aliado
RS Jorjão PSOL 5051 Aliado
RS Maicon Nachtigall PSOL 5010 G
RS Manuela d’Ávila PC do B 6565 Aliada - ELEITA 482.590 votos
RS Maria do Rosário PT 1370 Aliada
RS Paulo Pimenta PT 1307 Aliado - ELEITO 153.072 votos
RS Prof. Carin PC do B 6575 Aliado
RS Professor Manoel PSTU 1616 Aliado
RS Roberto Seitenfus PSOL 5070 G roberto.desobedeca@gmail.com
RS Silvia Regina Souza Vieira PSOL 5020 Aliada
RS Suzana Ambros Pereira PT 1344 Aliada
RS Winnie Bueno PSOL 5099 Aliada
SC João Sol PSTU 1616 Aliado
SC Leonel Camasão PSOL 5050 B http://blogdocamasao.blogspot.com
SE Iran Barbosa PT 1390 Aliado dep.iranbarbosa@camara.gov.br
SP Alexandre de Almeida Youssef PV 4340 Aliado
SP Amaury Camargo Monaco PV 4390 Aliado
SP Ari Barcelos PSC 2014 Aliado
SP Capitão Crivelari PP 1190 Aliado
SP Edson Aparecido PSDB 4545 Aliado - ELEITO 184.403 votos
SP Edson Sardano PPS 2324 Aliado
SP Helton Bastos PSOL 5070
Heltonbastos50@gmail.com
SP José genoino PT 1313 Aliado
SP Iara Bernardi PT 1310 Aliada www.iarabernardi1310.com.br
SP Ivan Valente PSOL 5050 Aliado - ELEITO 189.014
votos
SP José Anibal PSDB 4517 Aliado - ELEITO
170.957 votos
SP Mara Gabrilli PSDB 4517 Aliada - ELEITA 160.138 votos www.maragabrilli.com.br
SP Márcia Lima PSB 4001 T
SP Mateus Novaes PSOL 5095 Aliado www.mateusnovaes.com
SP Maurício Costa PSOL 5013 Aliado
SP Mendes Thame PSDB 4577 Aliado -
ELEITO 139.727 votos
SP Paulo Teixeira PT 1398 Aliado
- ELEITO134.479 votos
SP Renato Simões PT 1366 Aliado ptrenatosimoes@terra.com.br
SP Ricardo Montoro PSDB 4546 Aliado
SP Roberto Freire PPS 2323 Aliado -
ELEITO 121.471 votos
SP Sargento Fernando Alcântara PSB 4010 G www.sargentofernando.com.br
SP Saulo Rodrigues PSOL 5060 Aliado
Saulo5060@gmail.com
SP Saulo Rodrigues PSOL 5006 Aliado
SP Silvia Ferraro PSTU 1603 Aliada
SP Silvio Torres PSDB 4540 Aliado
SP Vicente Candido PT 1301 Aliado - ELEITO 160.242 votos
SP Walter Feldman PSDB 4570 Aliado
SP Wlater Lhoshi DEM 2599 Aliado

GOVERNADOR
UF - Nome - Partido - Nº - Contato
AL Teotônio Vilela PSDB 45 - ELEITO 534.962 votos
BA Carlos José Bispo Nascimentp PSTU 16
BA Geddel Vieira Lima PMDB 15 www.geddel15.com.br
BA Jaques Wagner PT 13 - Eleito
4.101.270 votos www.souwagner13.com.br/motix/pt_br/capa
BA Marcos Mendes, Marcão PSOL 50 www.marcosmedespsol.com.br
CE Francisco Gonzaga PSTU 16
DF Toninho do PSOL PSOL 50
ES Brice Bragato PSOL 50
GO Marta Jane da Silva PCB 21

MG Vanessa Portugal PSTU 16 www.vanessa16.org.br
PB José Maranhão PMDB 15
PB Ricardo Coutinho PSB 40 www.ricardo40.com.br
PR Avanilson Araújo PSTU 16
PR Osmar Dias PDT 12
SP Paulo Búfalo PSOL 50

ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS (Deputados Estaduais)
UF - Nome - Partido - Nº LGBT/Aliado(a) - Contato
AM Dhyedo Limma PC do B 65888 G
AM Phablo Dantas 43363 Aliado
AM Samara Soares PCdoB 65024 L
BA Agnelo Almeida PT 13000 Aliado

BA Almir Melo PMDB 15555 Aliado
BA Bira Corôa PT 13613 Aliado - ELEITO 39.254 votos
BA Edmilson Brito PSOL 50123 Aliado
BA Hilton Barros Coelho PSOL 50150 Aliado
BA José Wellington Alves dos Santos PSTU 16123 Aliado
BA Julio Rocha PT 13100 Aliado
BA Lula Maciel PT 13800 Aliado www.lulamaciel.com.br
BA Marcelino Galo PT 13140 Aliado
- ELEITO 59.546 votos
BA Maria Del Carmen PT 13131 Aliada
- ELEITA 53.792
BA Vânia Galvão PT 13133 Aliada www.vaniagalvao.com.br
CE Antonio Carlos PT 13121 Aliado
CE Augusto Nobre PSTU 16000 Aliado
CE Nirvana Aquino PSOL 50550 L
nirvanaquino@gmail.com
DF Agaciel Maia PTC 36123 Aliado - ELEITO 14.073 votos

DF Alex Alves PDT 12789 Aliado contato@blogdoalexalves.com.br
DF Alirio Neto PPS 23456 G -
ELEITO 19.207 votos
DF Arlete Sampaio PT 13113 Aliada
- ELEITA 26.376 votos
DF Chico Dourado PSOL 50007 Aliado
DF Eliana Pedrosa DEM 25000 Aliada
- ELEITO 35.387 votos
DF Julio Cárdia PV 43024 G juliocardia@gmail.com
DF Maninha PSOL 50050 Aliada
DF Marcelo do PV PV 43210 Aliado
DF Marcelo Lemos PSC 20102 Aliado
DF Michel Platini PT 13021 G www.michelplatini.com.br
DF Paulo da Saúde PTB 14140 G
DF Rejane Pitanga PT 13213 Aliada
DF Wasny de Roure PT 13222 Aliado -
ELEITO 17.579 votos
DF Wilson Bocão dos Rodoviários PT do B 70013 Aliado
ES Cláudio Vereza PT 13456 Aliado -
ELEITO 22.353 votos
ES Moa PR 22022 T
GO Bia PT 13631 Aliada
GO Fernando Viana PCB 21000 Aliado
GO Marta Cezaria de Oliveira PT 13180 Aliada
martacezaria13180@gmail.com
GO Mauro Rubem PT 13180 Aliada - ELEITO 17.719 votos
GO Wilmar Teixeira Junior PSL 17333 Aliado
MG André Nogueira de Ávila PSTU 16162
MG CJ - Carlos José PC do B PC do B 65234 Aliado
MG Gustavo Olimpio 16161 Aliado
MG Ivanil Gomes PSOL 50667 Aliado
MG João Bosco Cancio PMN 33789 Aliado
MG João da Locadora PT 13040 Aliado
MG Labenert Mendes PT 13107 Aliado
MG Luiz Humberto Carneiro PSDB 45999 Aliado -
ELEITO 88.963 votos
MG Luzia Ferreira PPS 26400 Aliada -
ELEITA 50620 votos
MG Marcos Rúbio PC do B 65444 Aliado
MG Maria Gorete PPS 23135 Aliada
MG Mariah Melo PSTU 16160 Aliada
MG Sebastião Pimenta PTC 36650 Aliado
MS Paulo Duarte PT 13300 Aliado -
ELEITO 40.991 votos
MT Julio Viana PT 13531 Aliado http://juliovianamt.blogspot.com
MT Kiko (Odorico Ferreira Cardoso Neto) PT 13613 Aliado kikoptbg@gmail.com
MT Neiva Rodrigues PSDB 45333 Aliada
PA Ângela Soares PSTU 161213 Aliada
PA Bernadete ten Catem PT 13133 Aliada -
ELEITA 33.736 votos
PA Edmilson PSOL 50123 Aliado -
ELEITO 85.412 votos
PA Tais Ranieri PSTU 16010 Aliada
PB Fernanda Benvenutty PT 13222 T
PB Socorro Brito PT 13135 Aliada
PE Isaltino Nascimento 13500 Aliado - Aliado - ELEITO 52.955 votos
PE Raphaela Cristina PSTU 16161 Aliada
PR Brás PDT 12190 Aliado
PR Cláudia Moraes PSTU 16100 Aliada
PR Eduardo Moresco PSC 20015 Aliado
PR Fábio Camargo PTB 14014 Aliado
Aliado - ELEITO 37.783 votos
PR Evandro Castagna PSTU 16016 Aliado
PR Professor Lemos PT 13013 Aliado - ELEITO 48.081votos www.professorlemos.com.br
PR Tadeu Veneri PT 13131 Aliado
- ELEITO 48.862 votos
RJ André Barros PT 13351 Aliado
RJ Carlos Minc PV 13001 Aliado - ELEITO 87.210 votos www.minc.com.br
RJ Cida Diogo PT 13313 Aliada
RJ Danielly Sena PTB 14999 Aliada daniellysena@hotmail.com
RJ Fernando Guida PV 43456 Aliado
RJ Lady Francisco PRB 10920 Aliada
RJ Leonardo Giordano PT 13130 Aliado www.leonardogiordano.com.br
RJ Luciana Oliveira PC do B 65220 Aliada
RJ Rafael Nunes PSTU 16123 Aliado
RJ Rogério Rocco PV 43333 Aliado
RJ Rosangela Zeidan PT 13103 Aliada
RJ Rubens Andrade PSB 40603 Aliado Rubensandrade40603@rubensandrade.com.br
RS Gabriel Biélli PT 13629 Aliado
RS Glória Crystal PMDB 15024 T
RS Julio Quadros PT 13913 Aliado
RS Mauricio Piccin PT 13913 Aliado
RS Raquel Wünsch PT 13020 Aliada
RS Raul Pont PT 13400 Aliado
- ELEITO 65430 votos
RS Sandra Luiza Feltrin PSOL 50123 Aliada
RS Tubias Calil PMDB 15015 Aliado
SC Angela Albino PC do B 65123 Aliada
- ELEITA 32.828 votos dani65123@hotmail.com
SC Aristo Manoel Pereira PT 13255 Aliada
SC Nildão PT 13213 Aliado
SC Tânia Ramos PSOL 50777 Aliada
SC Willian Conceição PSOL 50050 Aliado www.lutapopular.com.br

SE Stoessel Chagas Nunes PSTU 16016
G
SP Barros Munhoz PSDB 45545 Aliado
- ELEITO 183.859 votos
SP Breno Cortella PT 13613 Aliado www.brenocortella.com.br
SP Bruno Covas PSDB 45145 Aliado - ELEITO 239.150 votos
SP Carlos Giannazi PSOL 50789 Aliado - ELEITO 100.808 votos
SP Eduardo Amaral PSOL 50740 G http://psolsp.org.br/eduardoamaral/
SP Eliana Nunes PSTU 16001 Aliada
SP Eraldo Strumiello PSTU 16001 Aliado
SP Evandro Lossaco PSDB 45045 Aliado
SP Fabio D'Urso PT 13089 Aliado
SP Farid PSDB 45600 Aliado
SP Francisco Feitosa PSDB 45055 Aliado
SP Helio Rubens PSDB 45000 Aliado
SP Ibraim PMDB 15100 Aliado
SP Irene dos Santos PT 13654 Aliado www.irene13654.com.br
SP Ivan Stringhi DEM 25999 Aliado
SP João Caramez PSDB 45133 Aliado
SP Professor Luis Dias PTC 36233 G
SP Marcos Margarido PSTU 16003 Aliado
SP Mariângela Duarte PSB 40040 Aliada
SP Mauro Bragato PSDB 45125 Aliado -
ELEITO 123.283 votos
SP Milton Flávio PSDB 45101 Aliado
SP Prof. Luis Dias PTC 36233 Aliado
SP Profa Rosana PSDB 45845 Aliada
SP Raul Marcelo PSOL 50550 Aliado
SP Salete Campari PT 13124 T
SP Samuel Moreira PSDB 45245 Aliado -
ELEITO 130.865 votos
SP Thiago Lobo PSDB 45450 Aliado
SP Willian Ferraz PSDB 45011 Aliado
TO Tereza Ibiapina PDT 12000 Aliada

NOVAS ATUALIZAÇÕES DA LISTA DE CANDIDATOS NO BLOG
Lista atualizada em 24 agosto de 2010
Lista Atualizada em 03 Setembro 2010
Lista atualizada em 18 setembro 2010
Lista atualizada em 01 outubro 2010

LEIA TAMBÉM: " Os 3 poderes LGBT" http://homosapienssapiensbrazil.blogspot.com/2010/05/os-3-poderes-lgbt.htm

Fontes: http://www.abglt.org.br/
http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1598

Tags: Candidatos gay, candidata lésbica, candidata travesti, candidato bissexual, candidado aliado dos LGBT

terça-feira, 27 de julho de 2010

Para além dos mitos, lendas e ressignificações


Em pleno século XXI a sociedade brasileira ainda vive e parece que sempre viveu cercada de mitos a respeito de si mesma. Vivemos em uma sociedade desigual, preconceituosa e intolerante, mas muitos preferem manter os olhos fechados para essa realidade preferindo viver escondidos atrás do véu da hipocrisia acreditando no mito de que vivemos no melhor dos lugares. Muitos talvez não enxerguem essa realidade por acreditarem cegamente no mito fundador de nossa sociedade que afirma que somos um povo justo, pacífico, tolerante, ordeiro e que por termos surgidos da miscigenação de raças nos tornamos um povo sem preconceitos. Não é preciso mais que um olhar menos superficial para a realidade para percebermos que ela em nada condiz com esse mito. Uma das piores conseqüências advindas da crença nesse mito é que ele pode servir (e serve) como mecanismo para camuflar o racismo, o machismo e a homofobia presente em nossa sociedade. E pior ainda é que esse mito de sermos um povo ordeiro e pacífico serve também para deslegitimar a luta de muitos movimentos sociais na busca por igualdade de direitos e oportunidades. Muitos dos que acreditam nesse mito, tendem a considerar qualquer movimento que reúna pessoas no espaço público para reivindicar algo como gente baderneira e marginal que perturba a ordem.

Essa cegueira da sociedade e do Estado brasileiro pode muito bem ser percebida pela desigualdade de direitos e pela violência que enfrenta o grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Aos casais homossexuais são negados pelo Estado em torno de 78 direitos em comparação aos que são garantidos aos casais heterossexuais. Em relação à violência a que este grupo está exposto temos entre outras, a pesquisa do Grupo Gay da Bahia (GGB) que revela que a cada dois dias um homossexual é morto no Brasil vitima de crimes homofóbicos (ver nota). A crença generalizada no mito de que vivemos em um país que 1) é “um dom de Deus e da Natureza”; 2) tem um povo pacífico, ordeiro/generoso, alegre e sensual, mesmo quando sofredor; 3) é um país sem preconceitos...” (CHAUÍ, 2000, p.8), não condiz com a realidade em que vivem as Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais brasileiros.

A homofobia é um termo utilizado pelo Movimento Homossexual Brasileiro (MHB) e pelos defensores da causa dos LGBT para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação das pessoas contra os homossexuais e, consequentemente, contra as homossexualidades. A homofobia também pode se apresentar em formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais. Alguns estudiosos, sociólogos ou opositores do MHB se posicionam contra o uso do termo homofobia alegando que o seu conceito possui um caráter polissêmico e que talvez ele não seja capaz de produzir os efeitos dele esperado. O que muitos desses estudiosos - que usam dos mais diversos sofismas para justificarem o não uso do termo, sua ressignificação ou sua substituição - não compreendem ou não pretendem compreender é que essas mesmas atitudes foram utilizadas em relação ao racismo, a xenofobia e a escravidão como forma de relativização dessas questões.

É preciso levar em consideração que mesmo um acadêmico tendo como objeto de sua pesquisa a diversidade sexual ou que se apresente como simpático à causa LGBT, isso não significa que ele seja a favor das proposições do Movimento Homossexual Brasileiro. É notório que dentro das academias existem grupos de pesquisadores que contribuem com suas pesquisas, artigos e livros para um embasamento teórico, discussão e registro da história do Movimento Homossexual Brasileiro e iniciativas para o combate ao preconceito homofóbico. Um exemplo recente e inovador é o programa Educação Sem Homofobia desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais. O programa consiste na capacitação de profissionais da rede pública de educação para lidarem com o tema da diversidade sexual na escola. Apesar da existência de iniciativas importantes como essa, não podemos negar que existem também acadêmicos contrários à luta desse movimento social e de suas proposições, mesmo muitos não se posicionando claramente sobre isso. Usando teorias ultrapassadas ou vestidas com novas roupagens com o intento de sedimentarem suas posições, muitos desses estudiosos procuram com seus trabalhos e posições relativizar e desviar a atenção das lutas desse movimento. É inegável que os homens são movidos por suas paixões e interesses e mesmo que implicitamente, os seus argumentos ou contra argumentos refletem a defesa daquilo que acreditam. As academias são compostas por atores que representam e muitas vezes reproduzem o pensamento e a posição da sociedade em que estão inseridos e as discussões que acontecem dentro delas não estão livres disso. As posições assumidas dentro das academias representam muitas vezes os interesses díspares existentes na sociedade, portanto não é estranho que existam posições favoráveis e contrárias aos temas discutidos e em relação ao Movimento Homossexual Brasileiro e suas proposições isso não é diferente.

Muitas vezes o interesse que existe por trás dessa suposta problematização em relação ao uso do termo homofobia é desviar a atenção do que realmente está em pauta que é a criminalização dos atos homofóbicos. Não se pode negar que essa problematização também sirva como ferramenta para aqueles que são contrários à aprovação do Projeto de Lei 122/2006 que pretende criminalizar a homofobia, na medida em que ela pode ser usada como arma para protelar ad eternum a sua aprovação através da complexificação de questões secundárias e triviais. A discussão em torno do uso do termo homofobia é mais umas das estratégias de relativização e neutralização da luta do movimento homossexual que pleiteia a aprovação desse Projeto de Lei. A procura pelo melhor termo e melhor conceito que expresse a forma de violência a que são vitimas os LGBT pode servir como subterfúgio para desviar o MHB do escopo de uma de suas lutas, que é criminalização da homofobia, e ainda servir como uma forma de relativização e despolitização dessa luta.
Precisamos ter em mente que a luta do MHB pela equidade de direitos, pelo respeito e reconhecimento da diversidade sexual perante o Estado é uma luta política onde atores favoráveis e contrários têm seus interesses e lutam com as armas que possuem.
A discordância entre acadêmicos e militantes em relação ao uso de conceitos e termos relacionados com a homossexualidade não é nova. Mesmo após o termo homossexualismo - que em seu sufixo denotava doença - ter sido substituído por homossexualidade e ter sido aceito pela maioria, o psicanalista Jurandir Freire Costa em seu livro “A inocência e o vício” defendeu a sua troca por homoerotismo. A maioria dos militantes do MHB rechaçou a preferência do autor por esse termo, pois viu isso como uma forma de relegar as relações homossexuais apenas ao campo das práticas sexuais e do erotismo em detrimento da homoafetividade e da orientação sexual. O exemplo citado é apenas um dos casos em que ocorre discordância entre o MHB e alguns teóricos acadêmicos que têm como tema de suas pesquisas e trabalhos a diversidade sexual, ambos parecem algumas vezes possuir interesses distintos e algumas vezes isso não deixa de ser uma realidade.
Em relação ao conceito de homofobia parece ser consenso entre acadêmicos e militantes do MHB reconhecer o seu caráter polissêmico e concordarem que as formas como ela se apresenta também são diversas, mas a relativização desse conceito e das situações que o envolve pode levar a discussão da homofobia para o campo perigoso do subjetivismo. Num cenário de luta por equidade de direitos, reconhecimento e respeito à diversidade sexual, a relativização do conceito de homofobia serve mais aos interesses daqueles contrários a sua criminalização do que para os que lutam para que esses crimes não aconteçam impunemente. É inegável que além da violência que vitima centenas de LGBT a cada ano no Brasil, a homofobia se apresenta de muitas outras maneiras. Seja através do bullying, difamação, injúrias verbais ou gestos e mímicas obscenos mais óbvios até formas mais sutis e disfarçadas, como a falta de cordialidade e a antipatia no convívio social, a insinuação, a ironia ou o sarcasmo. Em muitos desses casos a vítima de homofobia tem dificuldade em provar objetivamente que a sua honra ou dignidade foram violentadas. Por isso, o MHB não pode cair nas armadilhas do subjetivismo sociológico que provoca a despolitização do movimento além de desviar o foco do que é premente que é a criminalização do preconceito a que são vitimas os LGBT.

Não podemos fechar os olhos para a realidade de violências a que esse grupo sempre esteve exposto e nem negarmos que historicamente os homossexuais tiveram seus direitos negados pelo Estado sob o olhar cúmplice da sociedade brasileira que prefere ficar cego para a realidade acreditando no mito que somos um país tolerante e sem preconceitos. Precisamos enxergar a nossa realidade para além desses mitos e crenças para que possamos buscar a construção de uma sociedade verdadeiramente justa que respeita as diferenças, promove a igualdade de direitos e oportunidades para todos os seus cidadãos independentemente da sua raça, identidade de gênero, classe social ou orientação sexual.

NOTA:
Relatório anual do GGB revela que 260 LGBT foram assassinados no Brasil em 2010, isso mostra que a cada 36 horas um LGBT é morto no Brasil vítima da homofobia.


Referências:
CHAUÍ:Marilena. Brasil. Mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.

JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Homofobia: limites e possibilidades de um conceito em meio a disputas. Bagoas jul/dez 2007;1(1):145-65.